quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

INTERESSANTE...

A origem da desigualdade social na humanidade está directamente ligada à relação de poder, estabelecida desde o princípio dos tempos, popularmente conhecida como a 'lei do mais forte'.

       O homem primitivo sempre teve seu lugar de destaque, constituído através da força e da inteligência, onde, por meio de combates e meios de acção mais elaborados, através de um uso mais bem direccionado das aptidões recentemente descobertas, estabelecia domínio e liderança sobre os demais, gerando, assim, as primeiras relações de desigualdade social conhecidas no mundo. Uns detinham as melhores partes da caça, as melhores companheiras sexuais, as melhores habitações, enquanto outros eram fadados a morrer de fome ou nos próprios enfrentamentos, com os seus semelhantes mais fortes e inteligentes.

       Os aspectos mais relevantes e simples para se estabelecer a diferenciação e logo, a desigualdade entre homens, são os físicos e sociais. Ao longo dos séculos, com a evolução da humanidade, essas relações de desigualdades sociais também apresentaram um aumento em reflexo de como se davam essas mudanças.
      Com o advento das relmapamundiações comerciais, os tipos de desigualdades sociais foram se tornando mais e mais complexos e crescentes, principalmente com a consolidação do capitalismo, com a colaboração e a expansão da industrialização. A antiga sociedade medieval estava, então, sendo transformada, inclusive nos tipos de desigualdades que antes se davam só na relação de poderio entre senhores e vassalos, monarquia e plebe. Com a revolução industrial e a crescente relação comercial estabelecida em todo o mundo, passa a se ter isso em todo o contexto social, e em esferas mais específicas das camadas sociais, como patrão e empregado, por exemplo.

    
         O capitalismo, como uma das suas principais características, tem o acúmulo do capital para girar a “roda da economia”. Então, quem detém o capital é quem tem as melhores condições de moradia, acesso aos recursos, educação, etc. Enquanto isso, quem está do outro lado como “engrenagem do sistema”, os trabalhadores que não detêm a renda nem o capital, estão na extremidade inferior da relação.  Logo, percebe-se um contexto de desigualdade social, gerada primordialmente pela diferenciação económica entre pessoas e pessoas, classes e classes, sociedades e sociedades, etc.
   
    

      A seguir, temos os conceitos de dois pensadores (Karl Marx e Jean-Jacques Rousseau), que contribuíram fundamentalmente para que pudéssemos compreender e classificar, procurando, com o decorrer do tempo, soluções para o problema da desigualdade social.

     

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Estudos Comprovam

Em 2005, segundo o relatório do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o Brasil ficou em oitavo lugar na pesquisa sobre a desigualdade social, ficando na frente de nações como Guatemala, Suazilândia, República Centro-Africana, Serra Leoa, Botswana, Lesoto e Namíbia.
Em 2005, o relatório estudou 177 países, o Brasil obteve o oitavo pior índice. Segundo esse relatório, no Brasil, cerca de 46,9 da renda nacional estavam nas mãos de 10% mais ricos da população. Entre os 10% mais pobres, a renda era de apenas 0,7%
Em pesquisa realizada pelo IBGE nos anos de 2008 e 2009, detectou-se que a família brasileira gasta cerca de 2.626,31 reais em média por mês. As famílias da região Sudeste gastam 3.135,80 reais contra 1.700,26 das famílias do Nordeste. Essa desigualdade no gasto mensal das famílias também é percebida entre as áreas urbana e rural.
Na área urbana, a média de gasto é de 2.853,13 reais contra 1.397,29 nas áreas rurais. Esse relatório faz parte das primeiras divulgações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008/09. O estudo visitou 60.000 domicílios urbanos e rurais no período de Maio de 2008 a Maio de 2009. O estudo considerou despesas, rendimentos, variação patrimonial, e condições de vida das famílias.

Pois


A  noção popular de que poucos com muito e muitos com pouco gera conflitos sociais e mal estar humano ainda é considerada a principal cauda da desigualdade social  nos diversos países do mundo. A desigualdade social, apesar dos avanços da primeira década dos anos 2000, ainda é considerada uma das mais altas do mundo.
A desigualdade social prejudica cidadãos de todas as faixas etárias, principalmente os jovens de classe de baixa renda, impossibilitados de ascender  socialmente pela falta de uma educação de qualidade , de melhores oportunidades no mercado de trabalho e de uma vida sadia e digna.
A desigualdade social gera uma previdência enfraquecida que não consegue sustentar os aposentados dignamente; permite a existência de  um mercado de trabalho e uma educação elitizada, onde poucos jovens de menor renda conseguem adquirir uma melhor formação escolar e profissional ; e, dentre as piores consequências, propicia  a ocorrência da violência urbana.
O principal desafio é promover o direito ao cidadão  viver dignamente, tendo real participação da renda de seu país através da educação e de oportunidade no mercado de trabalho e, em situações emergenciais, receber do governo benefícios sociais complementares até  a estabilização de seu nível social e meios próprio de sustento.
A actual disposição da renda  possui factores históricos enraizados desde os tempos das capitanias hereditárias que concentravam a posse de terras, da escravidão que gerou uma massa de pessoas desassistidas  e das monoculturas que não permitiam um maior acesso ao alimento e à riqueza gerada pela terra.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Porém é em todo o Globo...

A desigualdade social, na sociedade contemporânea, é um fenômeno  que ocorre em quase todos os países do globo, guardadas suas proporções e dimensões, e é desencadeado, principalmente, entre outros motivos, pela má distribuição de renda em uma população, onde se concentra a maioria dos recursos nas mãos de uma minoria abastada da sociedade e, consequentemente, o melhor e maior acesso a subsídios econômicos, educacionais, de saúde e segurança, etc.

         Porém, é necessário entender a desigualdade social também como uma espécie de “leque” de outros tipos de desigualdades geradas a partir da desigualdade econômica,  como desigualdades raciais, pobreza, problemas com acesso à moradia, segurança pública, educação de má qualidade, desemprego entre outros.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

É A NOSSA REALIDADE...



É costumeiro ouvirmos a associação pobreza/delinquência para explicar determinados comportamentos de alguns jovens praienses de hoje. Tal associação, para além de limitador e descriminalizador para com uma boa parte da nossa juventude, uma vez que, os dados do INE de 2005, nos diz que cerca de 49% dos pobres no país tem menos de 15 anos e 30% dos agregados familiares chefiados por indivíduos na faixa etária entre os 15 a 24 anos são pobres, esconde a delinquência de colarinho branco, muito frequente no país. Obviamente, pelos dados apresentados, sabemos que esta franja da população pobre não é delinquente, caso contrário, teríamos de considerar como criminoso metade da população residente nas ilhas.Ponho sim a questão nas desigualdades sociais. Convém termos em conta que a sociedade cabo-verdiana nunca como hoje teve à sua disposição tanta riqueza. Segundo João Estêvão (2004), o PIB cabo-verdiano cresceu entre 1982 e 2008 a uma taxa média anual de 5,8%. Em 2009, o valor do Rendimento Nacional Bruto era de 3.010 dólares por habitante, colocando Cabo Verde no patamar dos países de rendimento inferior, trazendo importantes reflexos a nível de qualidade de vida no arquipélago.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

EIS A REALIDADE



O aumento da desigualdade social em Cabo Verde tem tido reflexos negativos na infância e adolescência, defendeu no 16 um antropólogo brasileiro, recomendando a adopção de políticas globais de protecção à infância para evitar consequências negativas no futuro.
José Carlos dos Anjos, que lecciona na Universidade de Cabo Verde (UNI-CV), falava à margem da apresentação do Plano Estratégico da Política da Protecção da Criança e Adolescência e indicou que os estudos efectuados nos últimos cincos anos mostram que os principais problemas da infância em Cabo Verde têm-se agravado.
"Os estudos apontam para situação grave, afectando crianças de rua, agravada pela exploração e abuso sexual. Não há melhorias na situação do trabalho infantil e constatamos um crescimento de adolescentes e jovens em conflito com a lei", disse.
Dados que indicam, segundo o antropólogo, que o aumento das desigualdades sociais na sociedade cabo-verdiana tem consequências a nível da infância que podem ser agravadas no futuro. "É nesse sentido que apontamos para uma política global que incida nesses problemas diagnosticados como graves na sociedade cabo-verdiana", alertou.
A criação de um Fundo Permanente para a Infância e de um Comité Permanente para articular políticas globais são algumas das recomendações do Plano Estratégico da Política de Protecção da Criança e do Adolescente, que indica a existência, também de um conjunto de programas e projectos de diferentes instituições visando colmatar os "graves problemas" diagnosticados, mas carece de uma articulação global, em rede, que possa coibir as disputas de protagonismos.
O comité permanente seria uma instância acima do Instituto Cabo-Verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA) e das organizações não governamentais (ONG) para pensar e elaborar as políticas. "Este Comité estaria estritamente articulado a um observatório de políticas sociais que, por sua vez, deverá montar um banco de dados sobre a infância, mas articulado com outros bancos de dados, nomeadamente sobre a situação das famílias cabo-verdianas para permitir um melhor seguimento das políticas sociais", explicou.
Para o Fundo Permanente, o consultor, José Carlos dos Anjos defende a necessidade de haver recursos, cuja contribuição "significativa" deve ser prevista no Orçamento do Estado, além de uma política incisiva de mobilização de fundos junto das organizações internacionais e instituições privadas nacionais e que os financiamentos sejam atribuídos a partir do plano global.
José Carlos dos Anjos defende ainda que a realização dos estudos e das políticas para a infância sejam realizadas como base no ICCA, mas também com apoio da Universidade Cabo Verde, que já tem um centro de estudos sobre género e família. O Plano Estratégico para a Infância e Adolescência foi realizado pelo ICCA, com o apoio da UNICEF.