A
noção popular de que poucos com muito e
muitos com pouco gera conflitos sociais e mal estar humano ainda é considerada
a principal cauda da desigualdade social nos diversos países do mundo. A desigualdade social, apesar dos
avanços da primeira década dos anos 2000, ainda é considerada uma das mais
altas do mundo.
A desigualdade social prejudica cidadãos de todas as
faixas etárias, principalmente os jovens de classe de baixa renda,
impossibilitados de ascender socialmente pela falta de uma educação de
qualidade , de melhores oportunidades no mercado de
trabalho e de uma vida sadia e digna.
A desigualdade social gera uma previdência
enfraquecida que não consegue sustentar os aposentados dignamente; permite a
existência de um mercado de trabalho e uma educação elitizada, onde
poucos jovens de menor renda conseguem adquirir uma melhor formação escolar e profissional ; e, dentre as piores consequências,
propicia a ocorrência da violência urbana.
O principal desafio é promover o direito ao cidadão
viver dignamente, tendo real participação da renda de seu país através da
educação e de oportunidade no mercado de trabalho e, em situações emergenciais,
receber do governo benefícios sociais complementares até a estabilização
de seu nível social e meios próprio de sustento.
A actual disposição da renda possui factores históricos enraizados desde os
tempos das capitanias hereditárias que concentravam a posse de terras, da
escravidão que gerou uma massa de pessoas desassistidas e das
monoculturas que não permitiam um maior acesso ao alimento e à riqueza gerada
pela terra.
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